Home»PAUTA POLÍTICA»Coluna do Gilson Filho / Eleições – Notícias da Hora / O que está acontecendo por aí /

Coluna do Gilson Filho / Eleições – Notícias da Hora / O que está acontecendo por aí /

2
Ações
Pinterest Google+

Sinal dos Tempos

Em Espírito Santo do Pinhal, na Região de Campinas,  Monsenhor Católico e Pastor da Universal pregam conjuntamente o voto  no candidato do PSL. A preferência do católico foi mencionada aos fieis durante uma concorrida missa na Igreja Matriz.

Pelo lado da Universal, tudo bem. Edir Macedo determinou o voto dos fiéis em Bolsonaro.

Já do lado da  Igreja Católica, a CNBB  (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), diz não apoiará candidatos à Presidência da República que promovam a violência e preguem soluções que possam acirrar ainda mais conflitos no Brasil.

Onda França

O PT de São Paulo passou a se preocupar com um movimento de migração de apoios do candidato ao governo pela legenda,Luiz Marinho, para o governador de São Paulo, Márcio França. A constatação, de que, pelas pesquisas, Marinho permanece atrás de França e tem menos chance de ir ao segundo turno, está incentivando alguns segmentos ligados à legenda a pregarem o voto útil. A tendência publicada hoje pela colunista da Folha, Mônica Bergamo, também pode ser confirmada em Ribeirão Preto conforme acabo de apurar.

Menos livros, mais mais WhatsApp

Meus caros amigos, não deixem de ler a Coluna do Renato Terra publicada hoje (05/10/18), na Ilustrada da Folha. A matéria, trata de um inusitado manifesto assinado por professores cariocas. O documento foi inspirado  pelo exemplo do Colégio Santo Agostinho, no Leblon, Rio de Janeiro, que suspendeu a leitura do livro ” Meninos Sem Pátria”, do escritor ribeirãopretano Luiz Puntel.

Eis a carta aberta:

“A escola precisa ensinar os alunos a lidar com o mundo contemporâneo. A gente aprendeu nessas eleições que não devemos acrditar no Foicebook, naquela revista The Communist, no Foice de São Paulo, na Globo Comunista, no Papa, nos alemães esquerdistas que deturparam o nazismo, na Madona e no Luke Akywlaker. A medida acertada do Colégio Santo Agostinho mostra que não devemos confiar nos livros. Grande parte da literuatura brasileira dita canônica é esquerdizante. “Grande Sertão Veredas”  é pura ideologia de gênero com aquele Diadorim. “Vidas Sêcas” é uma iniciação ao petismo. “Macunaíma” criou uma geração de preguiçosos. Dom Casmurro estimula e o rompimento da família tradicional, só para dar alguns exemplos.

Por tabela vamos rechaçar também todos os filmes feitos com a Lei Rouanet e todas as canções compostas fora de Goás.

Nossas crianças precisam aprender que a credibilidade não estã em livros, documentos, dados, filmes, fotografias. A verdade está no WhatsApp. É lá que somos impactados por áudios em que um eleitor desconhecido e esbaforido denuncia o acordo com a Venezuela para manipular as urnas eletrônicas. Ou por uma montagem que mostra o Chico Buarque recebendo caminhões da Lei Rounat para trocar o cloro de sua Jacuzzi.”

Durma-se com um barulho desses…

 

Os judeus que votaram em Hitler 

Segundo o historiador Werner Eugen Mosse, a partir de meados do século 19, uma parcela dos judeus alemães começou a rejeitar suas raízes. Eles eram contra a circuncisão, trocaram o dia de descanso de sábado para domingo e substituíram o Bar Mitzvah por uma prova oral.

Donald Niewyk, especialista no Holocausto, conta que na época que antecedeu a 2ª Guerra Mundial, a vasta maioria dos judeus alemães era leal à sua pátria-mãe, a Alemanha. Mesmo quando o Partido Nazista surgiu, eles não teriam se dado conta do perigo. A Associação de Judeus Nacionais Alemães até mesmo votou em Hitler e no seu partido.

Fundada por Max Naumann em 1921, a associação tinha como objetivo a “absorção” dos judeus pela cultura alemã. Naumann se opunha especialmente aos sionistas e aos judeus do leste europeu, a quem considerava uma ameaça. A organização teria apoiado Hitler porque não levava a sério a sua retórica antissemita. O grupo achava que os discursos inflamados do Führer serviam apenas para “agitar as massas”.

A Associação de Judeus Nacionais Alemães acabou sendo declarada ilegal em 18 de novembro de 1935. No mesmo dia, a organização foi dissolvida e Max Naumann foi levado para um campo de concentração pela Gestapo (a polícia nazista) em 1935. Ele foi liberado após alguns dias e morreu de câncer quatro anos depois.

 

Notícia da Hora – Brasil /  17h09 / Com 247 /

JUDEUS E MUÇULMANOS SE UNEM E LANÇAM MANIFESTO CONTRA BOLSONARO

 

247 – Judeus e muçulmanos lado a lado com um único objetivo: repudiar a candidatura de extrema direita à Presidência da República representada por Jair Boslonaro (PSL). Ao todo, dez grupos ligados às duas comunidades, representando cerca de 15 mil pessoas, emitiram uma nota conjunta se posicionando contra a postulação de Bolsonaro. “Nossa bandeira comum, como muçulmanos e judeus, é barrar toda forma de violência, de preconceito e qualquer outro elemento que dê base ao projeto fascista desse homem e de seus seguidores”, diz o texto da nota.

“O documento que une muçulmanos e judeus contra a candidatura da extrema-direita no Brasil representa o vínculo que esses dois grupos têm com a tolerância religiosa e com a necessidade de manter o diálogo e não embarcarmos num caminho sem volta para a intolerância e o fascismo. Judeus e muçulmanos do Brasil estão comprometidos com uma sociedade plural, mais justa e democrática. Ambos os grupos, com todas as suas contradições e questões, estão comprometidos na luta contra a candidatura da extrema-direita apresentada neste ano, disse à revista Época o historiador e pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Estudo Judaicos e Árabes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Michel Gherman.

O membro do Juprog (Judeus Progressistas), Mauro Nadvorny, gravou vídeo denunciando o assédio de alguns judeus em prol da candidatura de Bolsonaro. Nele, afirma jamais ter imaginado que um povo martirizado pelos horrores do holocausto pudesse aderir a um discurso nazi-fascista. Nadvorny constata a triste realidade da adesão de alguns amigos e parentes: “Eu tive que me desfazer de amigos de longa data, de congelar velhas amizades… Até de parentes eu me afastei”.

 

Gilson Filho é jornalista MTB 17114/67/15V/SP 

 

Postagem anterior

BRASIL / POVO ASSASSINADO / RECESSÃO DO GOLPE ARRASA COM INDICADORES SOCIAIS /

Próxima Postagem

Coluna do Gilson / Eleições / PSDB evapora em Ribeirão Preto / Da hora: FHC agora é Haddad /

Sem comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *