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Coluna do Gilson Filho / Projeto de Lei que corrige reforma trabalhista ‘esquece’ lactantes / E + Fernanda Lima e O ataque dos Machos Brancos /

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 Tramita no Senado Federal uma nova proposta que altera a atual legislação trabalhista para gestantes, implementada em 2017 pelo governo de Michel Temer. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 230/2018 determina às mulheres grávidas o direito de serem afastadas do trabalho e proíbe que se exerçam atividades insalubres em grau máximo. No entanto, apesar de revogar a “reforma” trabalhista, o PLS não garante às lactantes os mesmos direitos. A informação é do Site Brasil 241.

Pelo texto, encaminhado nesta terça-feira (20) à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), o afastamento só poderá ser permitido às mulheres que amamentam mediante a apresentação de um atestado médico, enquanto que para as gestantes, a proibição é total e só poderia ocorrer, em níveis mínimos e médios de insalubridade.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, o procurador federal de Brasília, Fernando Maciel, mestre em Prevenção e Proteção Laborais, avaliou as restrições às lactantes como reversão da responsabilidade às trabalhadoras.

“Nós temos que lembrar que estamos falando de uma matéria de saúde e segurança do trabalho, um direito intransponível. Nós não podemos permitir que se deixe ao critério do trabalhador optar por trabalhar ou não em um local que prejudique a sua saúde. Ele não pode negociar”, finaliza Maciel sobre o PLS que ainda precisa ser aprovado pela CCJ, antes de ser analisado pelo plenário da casa.

O ataque dos machos brancos

– Chamam de louca a mulher que desafia as regras e não se conforma. Chamam de louca a mulher cheia de erotismo, de vida e de tesão. Chamam de louca a mulher que resiste e não desiste. Chamam de louca a mulher que diz sim e a mulher que diz não. Não importa o que façamos nos chamam de louca. Se levamos a fama, vamos sim deitar na cama. Vamos sabotar as engrenagens desse sistema de opressão. Vamos sabotar as engrenagens desse sistema homofóbicoracista, patriarcal, machista e misógino. Vamos jogar na fogueira as camisas de força da submissão, da tirania e da repressão. Vamos libertar todas nós e todos vocês. Nossa luta está apenas começando. Prepare-se porque essa revolução não tem volta. Bora sabotar tudo isso?

O programa havia sido gravado em julho, como ela afirmou nas redes sociais, mas de imediato uma horda de seguidores de Jair Bolsonaro (PSL) interpretou a fala da apresentadora como um manifesto contra a eleição de seu “mito”. Como é possível? É bastante possível, é mesmo até previsível. Se a apresentadora está conclamando as mulheres a lutar contra a homofobia, o racismo, o patriarcado, o machismo e a misoginia (ódio às mulheres), e os eleitores de Bolsonaro se ofendem e revidam o que consideram um ataque pessoal ao seu líder, é porque compreendem que o presidente eleito defende e proclama a homofobia, o racismo, o patriarcado, o machismo e a misoginia. Entendem tudo muito bem.

 

Se Fernanda Lima invoca o público a combater a submissão, a tirania e a repressão, e os eleitores de Bolsonaro se ofendem, é porque entendem que Bolsonaro – e também eles – defendem a submissão (das mulheres, dos LGBTQIe dos negros), a tirania e a repressão. Nenhuma novidade. Quem denunciou o projeto autoritário de Bolsonaro já sabia disso. Ao contrário de parte do eleitorado do deputado profissional, quem a ele se opôs acreditou na violência que Bolsonaro propagou publicamente durante quase 30 anos. Acreditou no que ele disse. Exatamente por acreditar, milhões de pessoas lutaram contra a sua candidatura. Esta, a propósito, é mais uma característica curiosa desta eleição: parte dos eleitores dizia não acreditar que seu candidato faria o que dizia que faria – e por isso votaram nele. É difícil de entender? É.

O que talvez ainda pudesse surpreender é uma horda de pessoas linchar verbalmente alguém porque a vítima defende valores fundamentais da civilização, que pareciam já consolidados, como a luta contra o racismo, o machismo, a homofobia e a tirania. Mas chegamos a este ponto. E certamente daqui passaremos para muito mais abaixo. Não estamos nem perto do fundo do poço sem fundo. (Eliana Brum em El País)

Ainda no Twitter

@ “Esta é a nova batalha de vida ou morte da Lava Jato Se o STF decidir que crimes de corrupção e lavagem devem tramitar na Justiça Eleitoral quando parte das propinas é investida em campanhas, toda a Lava Jato poderá ser anulada e a sangria estará estancada.” (Deltan Dallagnol no Twitter)

 

RIO – O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira que o nome de Guilherme Schelb,  procurador regional da República do Distrito Federal, é cotado para o Ministério da Educação (MEC). A declaração veio um dia depois de Mozart Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, ser apontado como uma possibilidade para a pasta, o que gerou uma forte reação de deputados da bancada evangélica. Bolsonaro chegou a negar no Twitter que houvesse uma definição para o cargo. Guilherme Zanina Schelb é procurador regional da República do Distrito Federal e membro da Associação Nacional de Juristas Evangélicos.  (O Globo)

Em tempo – Ainda segundo O Globo o Procurador cotado para assumir o MEC foi investigado por pedir dinheiro a empresa. Schelb foi acusado de solicitar pelo menos R$ 350 mil a quatro corporações e um sindicato, que tinham interesse em investigações conduzidas por ele.

   That’s all, folk …

Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/67/15V/SP 

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