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Coluna do Gilson Filho / Ribeirão Preto ensaia milícias em Vila Virgínia / + No Brasil e Europa, Novas gerações ignoram o Holocausto /

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Morador de rua. Velho conhecido nosso. ‘Cachassista’ inveterado atravessa a Avenida Monteiro Lobato, em Vila Virginia, e, pedalando ao vento, dirige-se à nossa mesa sobre a calçada do ‘Bar das Primas’.

Como já havíamos pagado a conta, Almeidinha, sempre ao meu lado, saca cinco paus da carteira para receber, brindando, o nosso velho camarada.

Mas de repente, um susto.

Da mesa ao lado, salta um troglodita – trata-se de um halterofilista, frequentador da academia em frente – e parte pra cima do nosso mal-afortunado ‘freguês’:

– Fora daqui, preto vagabundo. Já te disse ontem pra vazar da vila.

E dirigindo-se ao Almeidinha:

– E pode ir guardando a esmola. Não queremos mais preto vagabundo por aqui.

Com o espírito mordaz  que D’us lhe deu, Almeidinha provoca:

– Vagabundo branco, pode?

Sem entender a ironia, o intrépido contra-ataca:

– Se for viado, travesti, nóia e comunista, não…

– E as comunistas que fazem ponto lá na esquina?

Percebendo finalmente o asteísmo, bate o martelo:

– Tá me tirando, doutor?

Nossa sorte foi a chegada do Uber, solicitado minutos antes…

Tempo à frente, deixamos nosso considerado com os cinco paus na Rodoviária e resolvemos tomar o último ‘calmante’ no ‘Empório’.

Então, tudo corria bem até a chegada da ‘Senhorinha dos Panos de Prato’, recebida agora com pouca empatia por outra senhora que, vestindo longo e chinelas havaianas, servia-se do antepasto acompanhada de um jovem sarado:

– Por que a senhora não arruma um emprego em vez de vir aqui encher o saco todo dia?  Por que não vai procurar um emprego?

– Tenho 62 anos, dona.  Quem vai me dar um emprego, a senhora?

– Eu? Imagina? Dar emprego para uma velha como você.

– Então, dona… Deixa tudo isso prá lá… Fica hoje com um pano de prato prá ajudar a véia…

E o silêncio tomou conta… É chegada a hora de pedirmos a conta…

 

Escritório de pesquisadora do Holocausto da Universidade de Columbia é vandalizado com suásticas

 

O escritório da professora Elizabeth Midlarsky, do Centro de Professores de Columbia, foi vandalizado com duas suásticas pintadas com spray e uma frase antissemita. “Abri a porta e quase desmaiei”, disse ela, que é pesquisadora do Holocausto. Elizabeth, de 77 anos, ficou tão chocada que precisou da ajuda dos funcionários da universidade para ir para casa.

“Eu estava tão insegura que não tinha certeza se conseguiria”, contou. A professora acredita que o incidente esteja ligado a um “surto de antissemitismo que temos visto nos últimos anos”. O Departamento de Polícia de Nova York iniciou uma investigação sobre o incidente, mas o autor do crime é desconhecido.

Esta não é a primeira vez que Elizabeth é vítima de antissemitismo. Em 2007, sua porta foi pichada com uma suástica e panfletos antissemitas foram deixados em sua caixa de correio.

(Fonte: Jerusalém Post)

 

Pesquisas apontam que ideias antissemitas e ignorância sobre o Holocausto ainda são fortes na Europa

Pesquisa realizada pela CNN chamada “Uma sombra sobre a Europa” aponta que um terço dos europeus disse não saber nada, ou saber muito pouco sobre o Holocausto. Outra porcentagem importante também ecoou várias posições e preconceitos típicos do antissemitismo. O estudo foi realizado com sete mil pessoas em países como Áustria, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Hungria, Polônia e Suécia.

A pesquisa aponta que muitas das ideias que serviam como argumento dos nazistas ainda são defendidas. Quase um terço dos entrevistados afirmou que os judeus têm muita influência nos negócios e nas finanças e 20% acham que há influência judaica excessiva na mídia e na política. Um quarto dos participantes afirmou acreditar que os judeus têm influência demais em conflitos e guerras em todo o mundo.

O Museu e Centro Memorial do Holocausto Yad Vashem expôs a preocupação com a força que os argumentos que deram origem à “solução final” ainda têm e com o esquecimento do Holocausto nas sociedades da Europa. O centro defendeu a necessidade de fortalecer ações educacionais e de enfrentamento ao antissemitismo.

(Fonte: Aurora-Israel)

   That’s all, folk …

Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/67/15V/SP

 

 

 

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