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Coluna do Gilson / Só uma frente ampla salva democracia brasileira, diz Steven Levitsky / PDT vai pedir anulação das eleições por fraude de Bolsonaro /

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“A única maneira de parar Bolsonaro é com uma  frente democrática aberta a líderes e cidadãos que nos últimos 25 anos disputaram com PT eleições pelo Brasil”, escreveu hoje (18/10) o cientista político Steven Levitsky, no Caderno Eleições 2018, de a ‘Folha de São Paulo’.

Levitsk, que é autor do livro ‘Como Democracias Morrem'(ed. Zahar), acrescenta –  ” Jair Bolsonaro pode acabar com a democracia brasileira. Se Bolsonaro vencer, o Brasil vai ficar mais parecido com a Venezuela: as eleições serão menos livres e justas, o Executivo abusará de seus poderes, o país ficará mais militarizado e violento, e os direitos civis serão violados.

Em outro parágrafo o cientista aponta que para construir essa frente, o PT  precisa fazer concessões. E precisa reconhecer seus erros – isso vai ajudar a deixar o ar mais leve antes de qualquer conversa: “O PT precisa demonstrar seu comprometimentos com o império da lei, essencial para qualquer democracia. É o que separa os verdadeiros democratas de Bolsonaro e sua relação oportunista com a lei. Para fazer esse compromisso crível, é fundamental assegurar que não haverá indulto para Lula e que cabe apenas ao ex-presidente a tarefa de provar sua inocência perante o Judiciário brasileiro”

Mais a frente continua: ” Fernando Haddad deve também nomear imediatamente um ministro da Justiça independente e respeitado e apresentar uma lista de figuras com qualidades similares para ocupar os assentos que vão vagar no STF no próximo governo. O PT deve ainda abandonar sua proposta para regular a mídia. E mostrar seu compromisso com a economia. Haddad terá que deixar de lado o programa econômico do PT e convidar economistas de outros partidos a se juntar a sua campanha e a colaborar na formulação de um novo programa. Deve também nomear imediatamente alguém respeitado à direita e à esquerda para a Fazenda. É fundamental que Lula e outras lideranças do PT se comprometam com essas medidas. O compromisso deve ser público, no papel, e assinado por todos os os líderes do PT. Uma vez esse documento assinado chegue aos líderes de centro e centro-direita, eles devem agir imediatamente, conclamando sues seguidores a apoiar a frenrte democrática. Eles devem ser diretos  ao dizer que não importa o quanto eles desgostam do PT, Bolsonaro será sem dúvida pior”.

Na sequência acrescenta: “Dadas as históricas animosidades entre os dois grupo, essa não será uma tarefa fácil. Ela requererá liderança corajosa. Expressões de ‘neutralidade crítica’, não salvará a democracia brasileira. Se um dos lados deixar de fazer os sacrifícios necessários, estará entregando o Brasil a Bolsonaro, e ameaçando a democracia e os direitos que petistas, tucanos, emedebistas, e tantos outros brasileiros  lutaram para construir por décadas. Um governo de frente democrática – o qual não dever ser construído sobre trocas acorruptas que imperaram até agora ajudará os partidos  a recuperar a confiança dos eleitores, a quela eles perderam para seus rivais autoritários. Essa confiança é indispensável para a continuidade da democracia brasileira independente dos resultados da eleição”.

Ao finalizar escreve: Frentes democráticas são novidade para democratas brasileiros. Em 1966, Juscelino Kubitschek, João Goulart e Carlos Lacerda tentaram construir a Frente Ampla conta o autoritarismo militar. O fracasso ajudou a empurrar o Brasil para sua noiote mais escura. Duas décadas depois, Tancredo Neves, Lula e Fernando Henrique deram-se as mãos para por fim àquela noite, Seu sucesso produziu uma era dourada da democracia no Brasil, em que o país derrotou a hiperinflação, reformou o Estado, expandiu direitos e construiu uma das novas democracias mais bem sucedidas do mundo. É hora de fazê-lo de novo.

Brasil Agora – (15h30)

Brasília –   O PDT anunciou nesta quinta-feira, 18, que irá pedir a nulidade das eleições presidenciais de 2018 por conta da denúncia publicada no jornal “Folha de S.Paulo” nesta quinta-feira de que empresas estariam comprando pacotes de divulgação em massa de mensagens contra o PT no Whatsapp.

O presidente do PDT,Carlos Lupi , está reunido com outros integrantes do partido para definir o formato dessa ação. Ele pondera que as fake news têm se transformado no grande problema desta eleição.

“O problema das fake news é muito grave, mas agora a compra do envio em massa de fake news contra o PT foi para um outro patamar. É crime. É abuso do poder econômico. Vamos pedir a nulidade das eleições” –  disse Lupi ao jornal O Globo.

 

Brasil Agora (16h20)

DIRETOR DO DATAFOLHA CONFIRMA: FRAUDE NO WHATSAPP INFLUENCIOU NO RESULTADO DAS ELEIÇÕES

São Paulo – Após a explosão do escândalo que atingiu hoje (18/10) a campanha de Jair Bolsonaro (PSL), o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, postou hoje em sua conta pessoal no Twitter que as “PESQUISAS ELEITORAIS evidenciaram a impulsão da onda nos momentos finais. RJ, MG e DF são claros exemplos. Ao se comparar as fotos das vésperas, registradas por Ibope e Datafolha, em comparação com a foto das urnas, o fenômeno é claramente explicitado”.

O comentário do diretor do Datafolha confirma que a fraude no WhatsApp praticada pela campanha de Bolsonaro influenciou o resultado das eleições. Reportagem de hoje do jornal Folha de S. Paulo revelou que “empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp” e que, “com contratos de R$ 12 milhões, prática viola a lei por ser doação não declarada”.

De acordo com a Folha, “serviços enormes de disparos de WhatsApp na semana anterior ao segundo turno comprados por empresas privadas” estavam programados, de modo a repetir a onda a favor de Bolsonaro e de seus apoiadores que atingiu a reta final do primeiro turno da eleição.

O jornal destacou, nesse sentido, o exemplo da campanha para o governo estadual em Minas Gerais. Ali, dias antes do primeiro turno “eleitores em Minas receberam mensagens de WhatsApp vinculando o voto em Zema ao voto em Jair Bolsonaro” e que “Zema, que estava em terceiro nas pesquisas, terminou em primeiro”.

Fernando Pimentel, do PT, que estava em segundo nas pesquisas até a véspera da eleição, acabou fora do segundo turno após essa onda em favor de Zema. E Dilma Rousseff, que liderava as pesquisas para o Senado até a véspera também, terminou na quarta posição – de modo completamente surpreendente. Agora, as explicações, pelo jeito, começam a aparecer.

“A perplexidade geral dá lugar a uma explicação racional, hoje, na Folha, que mostra como empresários bancam disparo de mensagens nas redes de forma ilegal”, conforme destacou hoje em sua conta pessoal no Twitter a jornalista Mônica Bergamo.

   That’s all, folk …

Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/67/15V/SP 

18/09/2018

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1 Comentário

  1. Leo
    19/10/2018 em 19:20 — Responder

    Isso é discurso de perdedores…. kkkkk kkkkk agora o bolsonario está ganhando por causa do Whatsapp? Por favor procure outra justificativa porque está não colou….
    A população já cansou de tudo que esta aí, e o capitão no meu ver é a única solução.
    Pra cima deles capitão!!!!

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