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Conrado Caputo no Teatro Minaz-RP / Arrabal no Teatro Jaraguá-SP/ Cultura e Arte no Blog do Gilson Filho /

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Após 15 anos sem se apre­sentar em Ribeirão Preto, o ator Conrado Caputo trará ao Teatro Minaz neste final de semana o espetáculo “João da Cruz”. Inspirado nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI, a montagem é um solo com dramaturgia e encenação de Helder Mariani.

A ação se passa durante o período em que o Frei João da Cruz – canonizado São João da Cruz pela Igreja Católica, em 1726 – foi prisioneiro dos Carmelitas Calçados, seus próprios confrades, numa cela minúscula do Convento de Toledo. Com uma poesia e uma mística que ultrapassa­ram os limites do discurso re­ligioso, a obra escrita do Frei João Cruz faz parte da literatu­ra clássica espanhola.

Conrado Caputo residiu em Ribeirão Preto até 2006, onde entre outras atividades, integrou os grupos da Cia. Minaz como cantor. Formado pela Escola de Arte Dramá­tica (EDA) da Universidade de São Paulo (ECA/USP), trabalhou com diversos cole­tivos, como Teatro da Verti­gem, Teatro de Narradores e Cia. Arthur-Arnaldo.

Na televisão, integrou o elenco das novelas da Rede Globo “Alto Astral” no papel de “Pepito”, personagem de gran­de sucesso, dupla com a atriz Claudia Raia (2014-2015), de Daniel Ortiz, com direção ge­ral de Jorge Fernando, e “Haja coração” como o personagem “Renan” (2015/2016), também de Ortiz, com direção geral de Fred Mayrink.

Também participou de três temporadas da série da War­ner Channel “Vida de estagiá­rio” (2010-2015), com direção de Vitor Brandt, Denis Nielsen e Pedro Arantes, com duas temporadas rodadas em Bue­nos Aires, numa coprodução Brasil-Argentina.Foi orientador artístico do Projeto Ademar Guerra e ofi­cineiro no Centro Cultural da Penha, em São Paulo. É profes­sor de Interpretação, Impro­visação e Expressão Vocal na Escola Incenna – preparatória para teatro e TV e na Oficina de Atores Nilton Travesso.

 

 

O texto teatral “João da Cruz” parte de uma colagem de textos traduzidos de várias obras do autor. A proposta do encenador Helder Mariani é discutir sobre o homem, o po­eta e o místico. A dramaturgia traz um João da Cruz consu­mido pela sede de infinito nos tempos de prisão, solitário e humilhado, sofrendo altos e baixos emocionais.A encenação de Mariani apresenta o ator solitário e re­vela os aspectos frágil e forte de todo ser humano.

Com uma trilha sonora contemporânea que dialoga com a narrativa, valendo-se de poucos recursos cenográficos ou de iluminação, o ator se despoja em cena e abre espaço para a palavra.O espetáculo será apresen­tado às 20h30 deste sábado, 5 de maio, e às 19 horas de do­mingo (6), no Teatro Minaz, na rua Carlos Chagas nº 273, Jar­dim Paulista. Os ingressos es­tão disponíveis na sede da Cia. Minaz (compra antecipada com desconto) e no site www.compreingressos.com (Com­pre Ingressos). Custam R$ 60 para (inteira) e R$ 30 (meia ou antecipado) para o Setor A e R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia ou antecipado) para o Setor B. O telefone para mais informações é (16) 3941-2722. O local tem capacidade para 260 pessoas. Com Tribuna Ribeirão.

 

Teatro para crianças / Domingo é Dia de Teatro / Shopping Iguatemi Ribeirão /

 07/05 – 17 h – Gratuito / “A verdadeira história da árvore da felicidade ” –

Com Camila Deleigo, Paula Lucisano e Thaise Caroline a ‘Cia Nuvenzinha Azul’, volta a cena para  contar os segredos de uma árvore com poderes incríveis que pode mudar a vida de todos os animaizinhos da floresta. O espetáculo acontece na ‘Sala de Teatro’ no Boulevard do Shopping Iguatemi, onde todos os domingos tem espetáculo inédito.

 

 

 

 

http://santomarbrasil.com.br/

 

 

 

Teatro / Em São Paulo / O Arquiteto e o Imperador da Assíria / Crítica/

O Arquiteto e o Imperador da Assíria foi escrita em 1966 pelo dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, um dos principais nomes do Grupo Pânico, do movimento chamado de Teatro da Crueldade. A peça é o atual cartaz do Teatro Jaraguá com Rubens Caribé e Eduardo Silva e direção de Léo Stefanini. Além da importância histórica, as questões sociais e filosóficas em conjunto com a qualidade artística, revelam o valor dessa montagem.

A trama se passa em uma ilha deserta onde vive apenas o “arquiteto”. Certo dia, depois de ouvir uma explosão do lado de fora de sua cabana, ele encontra o único sobrevivente de um acidente de avião, que diz ser o Imperador da Assíria.  Após anos de uma convivência claustrofóbica, os dois vivem uma maratona de emoções: ora se desafiam, ora se solidarizam.

Nesse jogo psicológico as personagens se tornam mãe e filho, juiz e réu, Deus e criatura e até homem e mulher.O escritor João Pedro Roriz (autor de A História das Artes Dramáticas: das tragédias gregas ao teatro contemporâneo) afirma que o grupo Pânico teve influências de importantes movimentos que rompiam com o teatro naturalista de Stanislavski, tais como Teatro da Crueldade, do Absurdo, o movimento hippie e a filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre.

Segundo o autor, a filosofia do Pânico acredita que a memória é fundamental para o homem, que não passa de um conjunto de saberes acumulados que, no decorrer dos anos, compõe uma ideologia estética, ética e moral.Assim, para levar o assistidor a perceber as possíveis incongruências da formação de uma ideologia, a direção tomou partido do jogo rápido dos diálogos. Sem o tempo de reflexão, verdades e mentiras podem ser equivalentes, tanto no teor da mensagem, como pela posição social do seu emissor.

Corroboram na construção deste universo surreal, também com elementos naturalistas, a ilha poluída da cenografia  de Chris Aizner, o figurino desgastado de Marichilene Artsevsky, a luz de Wagner Pinto e a trilha sonora do músico Raul Teixeira.

O preparo dos dois atores em cena é, sem dúvida, o ponto alto da encenação e do trabalho de direção. As desconexões propostas pelo texto, ora divertidas, ora cínicas, conseguem ser verossímeis na embocadura dos intérpretes. As silhuetas estão bem definidas, sem cair no caricato. Cuidado a ser tomado sempre nas apresentações, no limite delicado, à beira do abismo, que essa dramaturgia coloca seus encenadores, uma vez que o caminho mais fácil seria de se entregar ao burlesco no universo do teatro do absurdo.

O Arquiteto e o Imperador da Assíria traz um olhar pertinente sobre as relações de poder e o conceito de verdade (e seus vieses de fake news e pós-verdade). Chama a atenção o pedido repetido do “arquiteto” para aprender filosofia e seu “imperador” não lhe dar atenção. Sem dúvida, há medo em permitir o exercício do pensamento crítico ao oprimido, pois afeta diretamente no status quo. E ai, está toda a força do teatro da crueldade.

SERVIÇO

O Arquiteto e o Imperador da Assíria, com direção de Léo Stefanini
Teatro Jaraguá – Rua Martins Fontes, 71 – Centro. São Paulo – SP
Até 1º de julho de 2018
Sextas, às 21h | sábados, às 21h | domingos, às 19h
R$50 (inteira) e R$25 (meia-entrada) 12 anos. ( Com Celso Faria – Critico Teatral / Blog e-Urbanidade)

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