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Tempos de Unaerp, Ribeirão…

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AVE MARIA / Crônica de Lazaro Sawaya Donadelli /
Tempos de Unaerp, Ribeirão – sempre tórrido – que nunca me sai da cena da memória, aula de formação política e econômica I com APARECIDA Dinalli, a mulher não estava para brincadeiras, tirar um cinco nas provas dela era trabalho equiparado àqueles doze praticados por um certo herói da mitologia grega. Fim de semestre, respiramos meio que aliviados ao saber que, por motivos vários e (alguns deles) alheios à nossa vontade, a mestra seria substituída no agosto seguinte. Agosto, sempre agosto, chegado o dito cujo daquele longínquo 1979, na primeira aula de formação política e econômica II, adentra Shamise Zavich (tentei alguma referência no grande oráculo, não encontrei). A mulher apresentou-se rapidamente como formada em Direito e ex-delegada de polícia e com tese de mestrado tematizada na educação acadêmica e despejou exaustiva bibliografia e questionou aleatoriamente dois alunos e uma aluna sobre tópicos da então atualidade e diagnosticou a turma toda como despreparada e elencou exigências, por assim dizer, inalcançáveis. João de Assis Soares (hoje, pelo que eu soube, o responsável pelo curso de Publicidade da mesma Unaerp), ao meu lado, sussurrou-me: “esse nome e esse sobrenome, a mulher descende do povo de Israel e aquele povo costuma não fazer exceções” (depois viemos a saber que a descendência era de árabes, quase que o contrário – no tocante à veia histórica, não no tocante às exigências – do preconizado por João de Assis Soares). Foi que a relações públicas Soninha (o diminutivo tendo relação nenhuma com a pessoa) entreabriu a porta da sala e dirigiu-se à professora: “é preciso que a senhora assine o seu contrato, na secretaria.” A mulher olhou-nos (até que docemente) e saiu para a assinatura. João Marcos Lorencetti, o grande Kojak, também colega de turma e então um dos membros societários do Diário de Notícias – hoje radialista dominante na simpaticíssima Santa RITA do Passa Quatro (terra de Zequinha de Abreu) – levantou-se e bradou: “Socorro, Dinalli!” Explosão de risos, Sônia também não se contendo. Não é preciso dizer que aquele segundo semestre de 1979 foi mais tórrido do que o habitual, na sempre tórrida terra de Ribeirão Preto – aquela que nunca me sai da cena da memória.

Fim da conversa no bate-papo

**Lázaro José Sawaya Donadelli  é Jornalista, Filósofo e Técnico em Comunicação Social. Reside em Leme – SP

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1 Comentário

  1. Lazaro JOSÉ Sawaya Donadelli
    24/05/2017 em 12:07 — Responder

    O problema é que eu tenho uma blusa, uma camisa, um óculos, uma barba, uma orelha e um quase cabelo iguais a esses da foto.

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