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Walter Cruz escreve:

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Distribuidores que representam estúdios internacionais de cinema, televisão e que tais, costumam impor aos estúdios de dublagem listas de restrições de determinadas palavras, expressões, e até mesmo supressão de artigos que, normalmente, usamos no dia a dia. Nada contra, no capitalismo cada um usa as armas que lhe parecem convenientes. Outro dia fui surpreendido por uma dessas; no texto estava escrito “coitadinho”, mas imediatamente o diretor interveio: “Coitadinho não pode, tem que dizer pobrezinho!” Na hora, no afã, no entusiasmo e, porque não dizer, na pressa, mandei “pobrezinho” e parti, célere, para o próximo anel. Mas, talvez pelo amor obsessivo que tenho por palavras, mais tarde me senti meio culpado por não ter arguido em favor do “coitadinho”. E então fez-se a luz. Ele fora banido porque alguém, a serviço dos gringos, descobriu que se tratava de um termo arcaico do nosso português que designava o sujeito que houvera sofrido um coito tinha sido coitado, nos nossos dias “fodido”. Conclui, a partir disso, que não era um problema de semântica e sim de moral: “Seja pobrezinho quanto quiser, mas dar o cuzinho, nem pensar.”

  • Walter Cruz e Ator de Cinema, Teatro e Televisão.
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