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Coluna do Gilson Filho / Em nome de Deus Ódio /

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Em nome de quem?

Eva Angélica (nome fictício), minha amiga que mora no ABC, conta que sábado (9/11), logo após passarem a maquininha da coleta, os fiéis de sua Igreja, que fica no Parque das Nações, em Santo André, foram conduzidos a um ônibus que os levou a uma manifestação na Avenida Paulista em São Paulo. Disse que até agora não sabe dizer o que lá aconteceu, mas que o pastor garantiu que todos prestaram um grande serviço a Deus e a Democracia.

Em nome do guardador de rebanhos

Na Bolívia, a Bíblia também foi usada por Carlos Mesa, – segundo colocado nas eleições para presidente – e pelo líder da oposição, Luiz Fernando Camacho, que celebraram a renúncia de Evo Morales com falas que misturavam patriotismo com religiosidade. A ‘Folha’ publica hoje (11/11), foto de Camacho ajoelhado frente ao Livro Sagrado depois de invadir o saguão do palácio do governo. Ao mesmo tempo, a casa de uma irmã do presidente Morales e de governadores da região de Ururo eram incendiadas pelos manifestantes.  Uma prefeita pintada de vermelho era conduzida pelos manifestantes às ruas numa ruidosa passeata. Até agora não se têm o número de mortos, feridos e presos.

 

Camacho diz que quer “devolver o país a Deus”

 

Camacho (centro) diante de uma Bíblia e da bandeira da Bolívia, no Palácio Quemado, sede do governo

 

Em vídeos, militares também aparecem orando após a derrubada de Evo. Um coronel foi a um culto consagrar as Forças Armadas a Jesus Cristo.

O escritor colombiano Santiago Gamboa falou dessa influência nefasta no continente em seu último livro, “Será Larga la Noche” (“Será Longa a Noite”, não lançado no Brasil).

“As igrejas evangélicas são um problema de segurança nacional na América Latina”, afirmou para a BBC. “Estão pondo a democracia sob seu controle, estão trabalhando ativamente pela corrupção”.

“Acabamos de ver nas eleições de prefeitos e governadores como igrejas evangélicas em muitas regiões vendiam diretamente os votos de seus fieis a chefes políticos locais”, afirmou.

De acordo com Gamboa, em Bogotá, mais de cem igrejas apoiaram o candidato da direita.

Os pastores o apresentaram como um “bom homem”, juraram que Cristo estava em seu coração e deram a ordem de votar nele.

“Isso é usar a democracia para chegar ao poder e então se tornar antidemocrático”, diz Gamboa, acrescentando: “Não é diferente, essencialmente, do Estado Islâmico ou dos talibãs. Todo fundamentalista considera seu messias melhor que o dos outros.

Em nome da LSN

Temendo a movimentação do ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro disse hoje que a Lei de Segurança Nacional “está aí para ser usada”. “Alguns acham que os pronunciamentos, as falas desse elemento, que por ora está solto, infringem a lei”, disse Bolsonaro em entrevista ao site Antagonista.

O site, entretanto, não perguntou ao presidente se ele também não poderia ser atingido pela mesma Lei…

Em nome do obscurantismo

Um projeto de emenda constitucional, que ainda está para ser votado no Senado prevê o uso de dinheiro estacionado nos fundos para o pagamento da dívida pública. Da Secretaria Especial da Cultura, agora no Ministério do Turismo, e tendo como titular Roberto Alvim, o governo Federal vai levar R$ 1,4 bilhão ainda este ano e mais  R$ 724 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual.

Em nome do nazismo

 

Hoje (11/11) é tempo de memória, para uma das mais tristes páginas da história da humanidade. Tempo de lembrar a ‘Noite dos Cristais’ ocorrida há 81 anos.

Noite dos Cristais é o nome dado ao grande pogrom organizado pelo governo nazista contra os judeus alemães entre os dias 9 de novembro e 10 de novembro de 1938.
 A palavra pogrom é utilizada para se referir a um ataque violento organizado contra determinado grupo. O pogrom Noite dos Cristais foi realizado pelo governo alemão contra a população judia que residia no país.

Esse evento é visto de maneira simbólica por muitos historiadores, pois consolidou a guinada de violência na Alemanha contra os judeus e deu, de fato, abertura ao processo de encarceramento de judeus em campos de concentração. Até então, as ações contra judeus eram realizadas nos campos político e jurídico (apesar de ataques violentos também acontecerem). Com a Noite dos Cristais, a mensagem dada para os judeus era de que a violência contra eles aumentaria consideravelmente.

O nome “Noite dos Cristais” dado a esse pogrom faz menção aos cacos de vidros que se espalharam pelas grandes cidades alemãs, decorrentes da destruição de vidraças de lojas que pertenciam a judeus.

 

 

Em nome do ódio

Os planos de Hitler para os judeus da Alemanha eram simples: o líder da Alemanha tinha como objetivo máximo expulsar todos os judeus de seu país. A ideologia nazista era extremamente antissemita, e esse ódio já era manifestado na sociedade alemã desde o século XIX.

Naquele momento, em 1938, a situação dos judeus era extremamente delicada em diversos sentidos, pois sofriam cada vez mais com a discriminação que existia na sociedade alemã e muitos de seus direitos civis e liberdades individuais estavam sendo retirados pelos nazistas. O pogrom de 1938 inaugurou a fase da violência e do aprisionamento dos judeus.

A Noite dos Cristais foi organizada pelo Partido Nazista como uma resposta ao assassinato do diplomata alemão Ernst vom Rath. O diplomata residia em Paris e foi vítima de um atentado realizado por Herschel Grynszpan, estudante judeu de 17 anos. Esse estudante era polonês de nascimento, mas cresceu na Alemanha e estava revoltado por seus pais terem sido expulsos do país.

No dia 8 de novembro de 1938, Grynszpan foi à embaixada alemã em Paris com um revólver na intenção de assassinar o embaixador alemão na França. O estudante polonês, no entanto, acabou vitimando o diplomata Ernst vom Rath. Esse episódio foi utilizado pelos nazistas para reforçar a propaganda antissemita na Alemanha.

O historiador Richard J. Evans fez um resumo do estrago causado durante o pogrom realizado em 1938|1|:

  • Registraram-se 520 sinagogas destruídas. No entanto, essa quantidade, provavelmente, foi superior a 1000.
  • Entre 7500 e 9000 lojas de judeus foram destruídas.
  • Oficialmente, 91 pessoas morreram durante os ataques, mas o número real de mortos pode ter sido superior a 1000.
  • 30 mil pessoas foram presas e encaminhadas para campos de concentração.
  • Os prejuízos materiais foram calculados em 39 milhões de reichsmarks.

Após o ápice dos ataques, muitos judeus mudaram-se dos locais onde viviam, temerosos que novos ataques acontecessem. Outros ficaram escondidos em suas casas, temendo ser agredidos caso aparecessem nas ruas. Os 30 mil judeus presos foram encaminhados para três campos de concentração: DachauBuchenwaldSachsenhausen. O pogrom foi encerrado por meio de uma ordem emitida por Goebbels em 10 de novembro de 1938.

 

   That’s all, folk …Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/6

 

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