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Coluna do Gilson Filho / Há Perigo na Esquina /

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Assistindo pelo Youtube a uma sessão da Comissão Constituição e Justiça que, na Câmara Federal discutia proposta da prisão em segunda instância, deparo com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), fazendo graves denúncias contra o PT e advertindo com todas as letras:

“Cuidado vou ser eleito governador”.

Como assim? Pensei… Será que o deputado não sabe que, por ser filho do presidente, torna-se inelegível em sua pretensão?

Porém, considerando que o ‘03’ já defendeu a volta do AI5, apavorei.

Lembrei que durante a ditadura militar brasileira, os governadores eram escolhidos pelos presidentes, no voto indireto.  Prática que ficou conhecida como eleição de Governadores Biônicos.

O que se passa na cabeça do Eduardo? O que estaria em curso nos labirintos do Planalto?

Perguntar não ofende e, como dizia o jovem Brecht, “de todas as coisas certas, a mais certa é a dúvida…”.

Será que o perigo está logo ali, na esquina?

 Claudia Teixeira Gomes

Pessoas com um mínimo de consciência arrepiaram-se ontem com a declaração de Claudia Teixeira Gomes.

Nas Redes Sociais a advogada sentenciou: ““Que estuprem e matem as filhas dos ordinários ministros do STF”.

Hoje o ministro Celso Mello, do STF se pronunciou sobre o caso:

“A que ponto chegam o ódio cego e visceral, quando não patológico, a irracionalidade do comportamento humano e o fundamentalismo político”, disse o ministro Celso de Mello, do STF, repelindo as declarações.

Advogada em Osório, no Rio Grande do Sul, segundo informações de seu perfil, a advogada não esconde sua adoração por Jair Bolsonaro e Sergio Moro, com fotos dos dois na rede social.

Em outras postagens, Cláudia também destila seu ódio contra Lula, Dilma Rousseff e o PT, como a que comemora o golpe parlamentar que derrubou a ex-presidente.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Sul, Ricardo Breier, encaminhou um ofício ao Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem nesta segunda, 11, para cobrar ‘providências imediatas’.

Há perigo no Congresso. Notícia da Hora

 Brasília – Rodrigo Maia (DEM-RJ), divergiu do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e descartou a realização de uma Assembleia Nacional Constituinte para modificar a Carta de 1988 e permitir a prisão após condenação em segunda instância. Maia crê que o clima político não é propício para a iniciativa e que os pontos que não podem ser modificados devem ser respeitados.

“A nossa Constituição é sagrada. Naqueles pontos que não podem ser modificados, deveríamos respeitá-la. Porque, em junho, eu ouvi o presidente chileno, num grande evento, que deve ser um evento oficial anual, ao falar uma grande frase de efeito, ser muito aplaudido. Ele disse que iria propor a redução do número de parlamentares. Ele culpou a política pela sua crise e ele vive a maior crise que o Chile vive desde a ditadura militar”, declarou Maia.

A declaração vem em meio a uma movimentação de parlamentares próximos de Jair Bolsonaro que tentam emplacar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para permitir a execução antecipada da pena, após condenação em segunda instância. O debate, no entanto, gira em torno de uma das cláusulas pétreas da Constituição, que não poderia ser modificada pelo Legislativo.

Como a presunção de inocência até trânsito em julgado está prevista nos parágrafos imodificáveis da Constituição, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre sugeriu a realização de uma Assembleia Constituinte para promover uma revisão da Carta de 88. “Há uma divergência enorme [entre juristas] e essa matéria pode lá na frente ser judicializada de novo e criar mais um impasse em relação a uma medida feita pelo Legislativo. Se há novamente esse impasse, se há novamente essas observações e esses conflitos, novamente, eu quero trazer esse debate da Constituinte para esse momento importante da história Nacional”, disse.

Em resposta, Maia disse que a Constituinte “não faz sentido” e conversou com aliados, que disseram enxergar como “perigosa” a realização de uma Constituinte em meio à turbulência política que o país vive.

Coluna do Gilson Filho com informações do Estadão

 

   That’s all, folk …Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/6

 

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