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Dramaturgo ribeirãopretano deve assumir a curadoria do Teatro de Arena São Paulo / Bolsonaro ‘queima’ em pesquisa divulgada hoje / Coluna do Gilson Filho /

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O dramaturgo ribeirãopretano, Lucas Arantes, poderá assumir imediatamente a Curadoria do Teatro de Arena de São Paulo.

Ligado a  Ricardo Alvim (diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte recentemente nomeado por indicação de Jair Bosolnaro),  Arantes foi mencionado quando da demissão oficial de Maria Ester Moreira, que até quinta feira (22) era responsável pela gestão do Complexo Cultural Funarte em São Paulo

 A exoneração foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro da Cidadania Osmar Terra. Maria Ester que trabalhava há dois anos e oito messes na entidade, soube de sua exoneração por um amigo, leitor do Diário Oficial. Ninguém da Funarte ou do Ministério da Cidadania a procurou para justificar o ocorrido.

Anteriormente, Maria Ester foi informada por funcionários do Centro de Artes Cênicas, no Rio, que um espetáculo previsto para outubro não poderia estrear por falta de “qualidade artística”. Ela questionou a decisão e afirmou que não iria cumpri-la, pois  responde apenas ao presidente e ao diretor-executivo da Funarte e todos os processos para a encenação do espetáculo haviam sido aprovados pelas instâncias do Centro de Artes Cênicas. Em um texto publicado no Facebook , Maria Ester afirmou que sua exoneração “está ligada ao fato de que me posicionei claramente ao Centro de Artes Cênicas da Funarte, não acatando um posicionamento de seu atual Diretor sobre um projeto de ocupação de uma das salas do Complexo Cultural Funarte SP”.

O atual diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte é o diretor de teatro Roberto Alvim, que tomou posse em junho e convocou “artistas conservadores” para criar uma “máquina de guerra cultural” contra a “arte de esquerda”.

‘Na quinta-feira passada (15), Alvim, cujo nome Maria Ester prefere não pronunciar, veio a São Paulo e anunciou seus planos de nomear curadores que vão planejar a programação dos equipamentos culturais da Funarte. Em São Paulo, o Complexo Cultural Funarte é composto por um equipamento no centro com cinco salas de espetáculo, duas galerias e uma área de convivência, além do Teatro de Arena Eugênio Kusnet e do Teatro Brasileiro de Comédia. Segundo Maria Ester, Alvim apresentou um dramaturgo de Ribeirão Preto chamado Lucas e afirmou que ele será o curador do Teatro de Arena’, informa O Globo.

Lucas Arantes

É escritor e jornalista, concluiu em 2009 o curso de formação em Psicanálise no Núcleo Távola, mas não exerce a profissão. É autor do Livro “Sonidos, Documentos Inúteis, Poemas na Mesa Posta ou o Clã do Urso da Floresta” (2007), publicados pela editora Deriva, de Porto Alegre. É autor do romance “O Outro Estranho” (2009), publicado pela mesma editora e autor do drama “Suspensão” (2009), encenado pela “Trupe Acima do Bem e do Mal”. Em 2010 escreveu ‘Ar Vazio” para a Cia. Inerente, de São Paulo. Em novembro de 2011, escreveu a convite da Satyrianas a Auto-Peça Desvio, que ocorreu dentro de um carro durante o evento na Praça Roosevelt, em São Paulo.  Em março de 2012 estreou  “InFausto”, baseado na célebre história do Dr. Fausto.

 

Roberto Alvim

O diretor de teatro Roberto Alvim, está na direção do Centro de Artes Cênicas da Fundação Nacional das Artes, a Funart, desde que mostrou-se alinhado com as ideias do Presidente  e à um projeto que impressionou a cúpula, segundo fontes ligadas ao Ministério da Cidadania.

Apoiado pelos atores Carlos Vereza e Regina Duarte, o diretor propôs a criação de uma Companhia de Teatro Brasileiro para percorrer o País encenando peças clássicas e uma grande escola de teatro. “Ele pode ativar esses projetos por meio da Funarte”, comentou a fonte ligada ao governo, sem maiores detalhes.

Alvim chegou a publicar uma espécie de convocatória em sua página no Facebook. Ele pedia o engajamento de “artistas conservadores” para criar uma “máquina de guerra cultural”. Sua intenção é criar um banco de dados de artistas para seus futuros projetos. Assim diz o post: “Caros, peço a todos os atores, diretores de teatro, dramaturgos, professores de artes cênicas, cenógrafos, figurinistas, iluminadores e sonoplastas, que se alinham aos valores conservadores no campo da arte do TEATRO, que enviem mensagens para o email teatrobrasileirodearte@outlook.com com seus currículos. Estamos montando um grande banco de dados de artistas de teatro conservadores para aproveitamento em uma série de projetos. E peço também que todos compartilhem essa mensagem (postem no Twitter tbm, por favor) para que chegue ao máximo de pessoas por todo o Brasil. Vamos criar uma máquina de guerra cultural! Muito obrigado e que Deus lhes abençoe!

Teatro de Arena São Paulo

Dina Sfat em Arena Conta Zumbi -1965/  A luta negra num marco do teatro brasileiro

Fundado nos anos 1950, torna-se o mais ativo disseminador da dramaturgia nacional que domina os palcos nos anos 1960, aglutinando expressivo contingente de artistas comprometidos com o teatro político e social.

Segundo escreveu o crítico Sábato Magaldi durante a década de 60, “O Teatro de Arena de São Paulo evoca, de imediato, o abrasileiramento do nosso palco, pela imposição do autor nacional. Os Comediantes e o Teatro Brasileiro de Comédia, responsáveis pela renovação estética dos procedimentos cênicos, na década de quarenta, pautaram-se basicamente por modelos europeus. Depois de adotar, durante as primeiras temporadas, política semelhante à do TBC, o Arena definiu a sua especificidade, em 1958, a partir do lançamento de Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri. A sede do Arena tornou-se, então, a casa do autor brasileiro.

Em 1977 a histórica sala é comprada pelo Serviço Nacional de Teatro,(SNT). Com o nome de Teatro Experimental Eugênio Kusnet, ela abriga, desde então, elencos de pesquisa da linguagem teatral.

 

Cúpula Conservadora das Américas pode substituir Henrique Pires na Secretaria Especial da Cultura

Eduardo Bolsonaro, em palestra na Cúpula

Henrique Pires, que pediu demissão do cargo de Secretário Especial de Cultura do Governo Bolsonaro denunciando censura, preconceito cultural e discriminação contra a comunidade LGBT, poderá ser substituído por alguém ligado ao grupo ultraconservador ligado à Cúpula Conservadora das Américas. A informação é de Ana Paula Sousa/Folha.

A Cúpula é uma organização ultraconservadora, de extrema direita e que realizou seu primeiro encontro formal no fim de 2018, em Foz do Iguaçu, no Paraná. No evento que contou com a presença de Eduardo Bolsonaro, falaram sobre a “hegemonia cultural” da esquerda. Fonte segura em Brasilia garante que esse grupo, que ‘defende a arte clássica liberal (sic), vem rondando a Secretaria Especial de Cultura e tem interlocução direta com Ministro Terra.

O Ministério da Cidadania reporta, no site, um encontro de Terra com os membros  da Cúpula Conservadora das Américas para debater projetos aprovados por meio da ‘Lei do Audiovisual’ e ‘fomento a produção de conteúdos’ que destaquem símbolos nacionais, o patriotismo e a preservação da família…

Durma-se com o barulho desses…

Brasil Hoje:

Pesquisa CNT/MDA revela que, com o “Dia do Fogo”, o cachorro louco mordeu o próprio rabo.

Economia estagnada, pobres jogados à própria sorte, nepotismo e verborragia de ódio somados ao desastre ambiental que provocou na Amazônia, fizeram Bolsonaro derreter sua popularidade.

72% rejeitam o nome de Eduardo Bolsonaro para embaixada do Brasil nos EUA.

93,5% dos entrevistados pela pesquisa consideram a preservação do meio ambiente muito importante, coisa que Bolsonaro não só acha irrelevante como um estorvo para suas pretensões de transformar a Amazônia em pasto.

Esses fatos, somados a outros pontos negativos do governo Bolsonaro, contribuíram para o tombo de popularidade que os números revelam com o aumento de 19% para 39,5% da avaliação negativa do governo.

O ataque de Bolsonaro à Amazônia com seu “Dia do Fogo” queimou possivelmente de forma irreversível um presidente cachorro louco que achava que atacar o meio ambiente era coisa que incomodaria apenas os “veganos”,como declarou.

Certamente, ele e os militares que abonam suas aventuras raivosas, levando o país às portas do inferno, não calcularam que Bolsonaro seria considerado mundialmente a besta do apocalipse e, muito menos que mereceria o repúdio da sociedade brasileira.

O fato é que Bolsonaro perdeu um enorme capital político que, pode sim, custar sua cabeça, como já prevê até mesmo Eduardo Bolsonaro.

 

 

   That’s all, folk …Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/67/15

 

 

 

 

 

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