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Evandro e Walter foram ver o Show do Chico na Tom Brasil e… / Blog do Gilson Filho /

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 Boa noite, São Paulo! É o cumprimento de Chico Buarque. Sob luzes multicoloridas, a figura elegante de violão à tiracolo, pede licença para iniciar o show. O faz cantando a primeira parte de “Minha Embaixada Chegou”, de Assis Valente, samba que Chico conhece de outros carnavais: Nara e Bethânia o gravaram para o filme “Quando o Carnaval Chegar”, de 1972.

Meia dúzia de músicas, ou vinte minutos depois, um grupo de mais ou menos vinte e cinco membros entoa em uníssono: “Olê, Olê, Olê, Olá, Lu-la, Lu-la”. O coro ecoou, cresceu e, pelo menos, metade da platéia se integrou a ele. Do alto de sua fineza e simpatia Chico a tudo assistia. Sem tecer comentários, dedilhou o pinho e reiniciou o trabalho.
Intercalava canções do novo disco com outras mais antigas e mais recentes, dentre elas parcerias com Tom Jobim e Edu Lobo. “Retrato em Branco e Preto” (ou “Retrato Corinthiano” para alguns) foi uma delas. “Sabiá” também, bem como “A História de Lily Brown”.
Enquanto isso, em sentido horário de posicionamento no palco, João Rebouças piano, Jorge Hélder contrabaixo, Jurim Moreira bateria, Chico Batera percussão, Bia Paes Leme teclado e voz, Marcelo Bernardes sopros, Luiz Cláudio Ramos violão e regência, floreavam em seus respectivos instrumentos.
Momento comovente foi quando da homenagem ao querido amigo, camarada, parceiro Wilson das Neves. Chico ensaiou uns passes de samba, colocou o chapéu branco, cantou “Grande Hotel” e concluiu com o bordão “Salve, chefia!”
Daí a pouco o coro pró Lula entrou em cena novamente. Uma camiseta vermelha com a estampa do metalúrgico- presidente e os dizeres “Lula livre” chegou ao palco. Parte do público apoiou, parte apupou. Segurando a camiseta estendida, Chico garantiu a liberdade de expressão de todos ao dizer: “Ao contrário da Rede Globo, aqui tem democracia …”
Pouco tempo depois deste episódio, Chico cantou a segunda parte do samba de abertura em que, desta feita, anuncia o encerramento, o final do espetáculo.
Sem o violão e, para delírio geral, dá um pique futebolístico de uma ponta a outra do proscênio para tocar e ser tocado, para trocar carinho com as fãs.
Entre aplausos, gritos, assobios, olhos marejados, é tragado pela escuridão do fundo.
Mas apelos insistentes o fizeram voltar e “bisar” duas vezes. Na segunda, interpretou “Geni e o Zepelim” em clara alusão a Lula, cuja história tanto se assemelha à da personagem da canção.
Eu e Lúcia Brandão, a chicófila baiana que me trouxe o ingresso de Brasília (esta é outra história) saímos do Tom Brasil de alma lavada.
Do lado de fora perdurava o coro: “Olê, Olê, Olê, Olá, Lu-la, Lu-la”. 

Nem o espetáculo nem a luta podem parar.

*Evandro Favacho é funicionário público, ator, esquerdopata, corintianopata e fã incondicional de Chico Buarque.

 

Não tenho olfato e acho que compenso isso com excesso de atenção. Desde o primeiro ano primário na “Escola Mista da Serra da Cantareira”. Dona Isa Mendonça me usou como exemplo; “vejam como o Walter é atento!” Nunca tinha acompanhado nenhum Big Brother. Quando vi a apresentação dessa menina Gleisi, do Acre, não sei porque, minha curiosidade aguçou-se e passei a acompanhar o programa, malgrado as críticas da minha mulher que viu todos e dizia que este era o pior. E eu ali, torcendo pela Gleisi. Quando definiram-se os três finalistas eu já não tinha mais dúvida, ela ia ganhar. Não me importava quem seriam os segundo e terceiro classificados. Por acaso, no dia da final eu e minha filha fomos ver o show do Chico Buarque e mais ou menos na mesma hora em que, das quatro mil pessoas que lotavam o Tom Brasil, pelo menos três mil e novecentas gritavam: “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lulááá!, Gleisi saia vitoriosa por aquela porta e, ela também atenta, informada da absurda situação do país, gritou: “LULA LIVRE!”. Não vi isso, estava vendo o Chico, mas nem precisava. Já sabia que tinha torcido pela pessoa certa no único Big Brother que valeu a pena!

Walter Cruz é ator de Cinema, Teatro e Televisão. Reside em São Paulo -Capital

E Mais…

Juíza, que impede visitas a Lula, deixa condenado a 18 anos viver livre e sem tornozeleira

By Carta Campinas / in Economia e PolíticaManchete / on segunda-feira, 23 abr 2018 02:23 PM / 0 Comment

A Justiça seletiva, que escolhe qual acusado merece todo o rigor da lei e o tratamento punitivista que ofende direitos individuais e ignora o devido processo legal, é a mesma que é leniente com as normas penais e condescendente em acordos e concessões aos que não lhe interessa punir.

A juíza Carolina Moura Lebbos, por exemplo, que goza de reputação de ser rígida em suas decisões, foi além da lei para proibir que o ex-presidente Lula recebesse a visita de amigos em seu cárcere político.

Por outro lado, já foi muito mais branda do que a norma penal quando permitiu que um condenado a 18 anos em regime fechado pudesse andar livremente pelas ruas abrindo mão até da tornozeleira eletrônica, alegando que o cumprimento daquela pena incorria nos princípios de “responsabilidade” e “confiança”. (…)

No último dia 11, [a juíza de Execuções Penais Carolina Lebbos] debruçou-se sobre a execução penal de Pedro Barusco, ex-executivo da Petrobras e condenado a 18 anos de cadeia em 2015 no âmbito da Operação Lava Jato, pelos crimes de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Barusco firmou acordo de delação premiada por delatar políticos de partidos políticos como PT, PP e PMDB.

Apesar de ter sido condenado a 18 anos em regime fechado, a negociação garantiu que a pena privativa de liberdade fosse alterada para 15 anos no chamado “regime aberto diferenciado” – quando o acusado cumpre a pena em sua casa, devendo seguir algumas obrigações, como se apresentar à polícia aos finais de semana, usar a tornozeleira eletrônica e realizar a prestação de serviços sociais.

Ou seja, a Lava Jato já havia derrubado uma reclusão em regime fechado de 18 anos a uma mera pena restritiva de direitos. Pouco restou para o apenado cumprir em termos de sanção. O uso de tornozeleira eletrônica e prestação de serviços foi quase tudo que sobrou.

Nem isso ele cumpriu. Em alguns meses, deixou a bateria acabar de sua tornozeleira por cinco vezes. Isso por si só poderia ser motivo para que seus benefícios penais fossem cortados e ele voltasse ao regime fechado de cumprimento da pena.

A juíza Carolina Moura Lebbos, no entanto, considerou, em março do ano passado, que dar-lhe uma advertência formal por escrito seria a punição adequada. Assim o fez.

Eis que agora, no último dia 11, a defesa de Barusco solicitou e a juíza Lebbos de pronto acatou um pedido para que o executivo delator não tivesse mais a obrigação de usar tornozeleira.

Não há previsão legal sustentando o pedido, mas Lebbos resolveu ser mais branda do que prevê a lei. Para justificar sua decisão, escreveu que o cumprimento da pena sob o novo regime baseia-se na “autodisciplina e senso de responsabilidade” do condenado.

NDR: Durma-se com um barulho desses…

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