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Ribeirão Preto: Performer’s ‘bebem’ dinheiro nas escadarias da prefeitura e prefeito comemora /Coluna do Gilson Filho /

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Sexta-feira passada (21/11).  Grupo de atores , deixa unidade do SESC – Ribeirão Preto, para intervenções em vários pontos do centro da cidade.

“Homens e mulheres, em trajes sociais, cobertos de argila e de olhos vendados caminharam lentamente interferindo poeticamente no fluxo cotidiano da cidade.

Cegos, propunham uma reflexão acerca do modo de vida da sociedade contemporânea.  Uma proposta visual para criticar a condição massacrante característica do trabalho corporativo iconizado nos trajes sociais que homens e mulheres das grandes metrópoles utilizam como armadura cotidiana.  O programa faz parte do Palco Giratório do Sesc, circulando por quase todas as capitais de Estados brasileiros, além de ter sido contemplado pelo edital da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da Universidade de São Paulo, dentro do projeto “Cidades em Performance”, realizando apresentações em Paris, Amsterdam, Barcelona, Ilha da Madeira e Nova York.”

Pois bem, nas escadarias da prefeitura de Ribeirão Preto, os performer’s ‘bebem’ dinheiro em uma caneca.

A caneca, simbolizando  Merenda Escolar.

O dinheiro…

Duarte Nogueira, assistiu e comemorou nas redes sociais. Ou não entendeu nada, ou está mesmo convicto de que “quem não deve, não teme’…

Paraisópolis. Pensando no outro.

Pense comigo. Você está assistindo um show com mais 4.999 pessoas. De repente duas pessoas, suspeitas, se misturam ao público. Chega a polícia. Como não encontram a agulha no palheiro, atiram a esmo. Encurralam. Posteriormente vídeos indicam que a ação da PM dirige uma multidão a vielas estreitas e com escadas. Sem saída.

Bombas de gás, cassetetes comem. Tapas na cara. Imagens mostram policiais atirando munição não letal e batendo nas pessoas.

No tumulto, pessoas atropeladas. Pisoteadas. Nove mortos, dezenas de feridos…

Pense comigo: Colocando que o protocolo de ação da Polícia Militar é o mesmo a valer para todo o Estado de São Paulo, haveríamos temer que o fato poderia ter acontecido na Esplanada do Pedro II, no Campo do Comercial, na Feapam…

E que entre as vítimas poderiam estar nossos filhos, pais, netos…

Em tempo:

No início de outubro de 2018, em plena campanha eleitoral, João Dória, hoje governador, disse que se eleito, as polícias Militar e Civil iriam atirar para matar…

Dória e o pancadão de Paraisópolis

Por Helena Chaves 247

Todos os indícios — e não há como negar vídeos, esconder ferimentos e calar depoimentos — mostram que a operação Pancadão foi mais uma lamentável demonstração do retrocesso civilizatório que atingiu o país depois das eleições de 2018. A violência policial, os abusos das autoridades que têm a força e o desrespeito em relação a direitos humanos estão, aos poucos, sendo naturalizados. Discute-se o excludente de ilicitude — na verdade, uma licença policial para matar — como se fosse banalidade.

Não é. Mas a brutalidade, estimulada pelo poder público, passou a ser aceita por alguns, na ilusão de que ela só atinge os “bandidos” nas periferias, e que eles merecem. Não é assim. Um dia, o seu filho pode estar no baile. E, se não houver um freio a essa onda por parte de quem foi eleito para governar para todos, um dia ela vai engoli-los também.

Dória cobrou investigações rigorosas e responsabilização dos culpados — o discurso praxe dos governantes nesses momentos. É muito pouco. A morte brutal dos jovens de Paraisópolis em razão da violência policial exige demissões, corte de cabeças e intervenção profunda na PM de São Paulo.

   That’s all, folk …Gilson Filho é jornalista e editor deste Blog MTB 17114/6

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