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São João da Boa Vista transforma Estação da Fepasa em Estação das Artes

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//Por Clovis Vieira / Jornal ‘O Município //

 

 

Sem local próprio para ensaios, o recém-formado grupo amador de teatro Cena IV, reunia-se numa sala superior da Casa Paroquial, sempre que permitido. Em junho de 1976, esse grupo abriria a I Semana Guiomar Novaes, com a montagem de poemas ‘Enquanto Houver Espetáculo’.

Hoje, o Departamento de Cultura municipal anuncia a criação de um espaço idealizado não apenas para abrigar pequenos espetáculos teatrais (210 poltronas), mas, principalmente, destinado a encontros e ensaios de grupos teatrais, musicais e de dança. Ele funcionará na ‘Estação das Artes’, que está sendo finalizada nas instalações da estação ferroviária sanjoanense.

CONTEÚDO

“As obras desse miniteatro estão totalmente dentro do cronograma que foi estabelecido, o que nos deixa bastante satisfeitos” aplaude Helinho Fonseca, diretor do Departamento de Cultura. A previsão de entrega desse teatro e das demais dependências ao público é abril ou maio de 2018. Camarins, banheiros para artistas e para o público, acessibilidade garantida, bilheterias e todo o conteúdo: palco completo, iluminação, sonoplastia etc. para uso dos grupos.

Quando o diretor Hélio diz ‘miniteatro’, a comparação acontece com o Theatro Municipal, com seus 700 lugares, três pisos, sala de múltiplo uso… Mas que não comporta toda a demanda para encontros e ensaios dos muitos grupos artísticos em atividades hoje em São João. “E posso adiantar que temos a previsão de uma possível escola de iniciação teatral, para a formação de novos atores”, antecipa.

De acordo com ele, a próxima etapa nessas obras seria a troca do telhado, mas será necessária a finalização do teatro para que a empreiteira responsável se ocupe desse item. “Em face do tamanho desse espaço, nós sempre iremos analisar a dimensão do espetáculo que tem interesse em se apresentar nele, para ver se é indicado: se o que nos for oferecido couber ali, não há porque não fazer um acerto”.

Quando questionado se a utilização do local sempre será gratuita aos grupos interessados, Helinho afirma que ainda não tem pronto um regulamento que oriente questões como essa e lembra que, mesmo no Theatro, há uma pequena taxa, simbólica, como se fosse um ‘aluguel’. “Nós ainda não estamos nesse estágio de decisões, mas chegaremos nele”, garante.

Outra questão a ser pensada é como organizar um cronograma que atenda ao pedido dos grupos para seus ensaios, reuniões e apresentações: “Nós vamos encontrar uma fórmula para atender a tantos grupos artísticos que a cidade tem hoje, de forma que todos tenham garantido um tempo de uso desse novo espaço”, aponta.

A boa notícia, como já foi dita acima, é que ao ser entregue à população esse novo teatro será aberto com todo o conteúdo interno – estrutura de som, de iluminação, de poltronas, camarins completos, banheiros funcionando. “Tudo isso está previsto no projeto original da ‘Estação das Artes’, diferente dos galpões da Ceagesp, que também será um centro culturas: nós vamos ter que correr atrás de recursos para isso”, finaliza.

ESTAÇÃO

Pronta a ‘Estação das Artes’, em seu interior haverá, depois de realizadas as reformas e adaptações previstas em projeto arquitetônico, um teatro com 210 lugares, um cinema, um novo espaço para a Escola de Iniciação Musical ‘Geraldo Filme’, três novas salas para utilização diversas e sala para o ensino de Artes Plásticas. Além de outros espaços, totalizando 12 novos recintos.

A estação ferroviária de São João foi aberta em 1886, construída por Nicolau Rehder, que também erigiu a de Poços de Caldas e, três anos mais tarde, a de E.S. Pinhal. É uma estação muito grande e comprida, por causa dos armazéns acoplados a ela. Quem olha para a entrada da estação vê os armazéns à sua direita.

Este prédio atual não é mais o original de 1886, de tijolinhos aparentes e com um segundo andar bem menor do que o primeiro (muito parecido com a estação de Aguaí); este atual deve ter sido construído nos anos 1930, pelo seu estilo. Em seus desvios ainda estacionam muitos vagões do ramal de Caldas.

Clóvis Vieira é Jornalista, Escritor, Homem de Teatro. Reside em São João da Boa Vista – SP

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